Da adaptação inicial à responsabilidade partilhada: compreender, acompanhar e consolidar a aprendizagem cooperativa. (Artigo Revisto em 25-10-2026) A aprendizagem cooperativa é frequentemente apresentada como uma resposta pedagógica relevante às exigências de uma sociedade interdependente. Na Educação Física, pode criar oportunidades para que os alunos desenvolvam capacidades de comunicação, negociação, resolução de problemas, entreajuda e assunção … Continuar a ler Porquê a Resistência Inicial à Aprendizagem Cooperativa. Caminhos possíveis na EF!…
Valores
A Aprendizagem Cooperativa Exige uma Nova Postura Docente
Do Controlo da Disciplina à Facilitação e Mediação na Educação Física A Mudança de Paradigma no Papel do Professor A implementação de uma intervenção pedagógica estruturada em torno da Aprendizagem Cooperativa e inspirada no Modelo Pedagógico da Motricidade Humana (MPMH©) não se resume à entrega de novas fichas de trabalho ou à reorganização dos alunos … Continuar a ler A Aprendizagem Cooperativa Exige uma Nova Postura Docente
A Aprendizagem Cooperativa como Eixo Transformador da Educação Física
Introdução: Superar o Modelo Tradicional de Ensino Na Educação Física tradicional, a organização da aula assenta muitas vezes em instruções massificadas, filas de espera prolongadas e dinâmicas predominantemente competitivas ou individualistas. Este paradigma tende a acentuar as assimetrias entre alunos, favorecendo quem já possui elevado domínio motor e gerando inatividade ou frustração nos restantes. Aprovado … Continuar a ler A Aprendizagem Cooperativa como Eixo Transformador da Educação Física
Qual é a minha cena de valor?
O que distingue um especialista de um mestre? A minha cena, como assumi no final da conversa com o Dino Pedras, é procurar tornar-me um mestre. E porquê? Um especialista domina uma técnica. Um mestre transforma a experiência vivida em sabedoria transmissível. Nas tradições filosóficas e pedagógicas, raramente é o próprio mestre que se declara … Continuar a ler Qual é a minha cena de valor?
Literacia Desportiva: o que Escolhemos Não Ver?
A Literacia Desportiva foca-se na compreensão profunda da cultura do desporto (regras, rituais, funções e tática). Se, por um lado, ela empodera o aluno através da autonomia e da responsabilidade (papéis de árbitro, jogador, capitão), por outro, pode consolidar estruturas que a teoria moral de Hahn, Orlick e Deutsch nos convida a questionar. A análise … Continuar a ler Literacia Desportiva: o que Escolhemos Não Ver?
Hegemonia Curricular do Desporto nas Aprendizagens Essenciais. Fará sentido?
Uma reflexão sobre jogos finitos, competição e desenvolvimento humano 1. Introdução A Educação Física escolar continua, em larga medida, organizada em torno de um conjunto de desportos considerados “essenciais”. Esta opção curricular raramente é questionada, sendo frequentemente justificada pela tradição, pela cultura desportiva ou pelo seu valor formativo. Contudo, duas questões fundamentais devem ser colocadas: … Continuar a ler Hegemonia Curricular do Desporto nas Aprendizagens Essenciais. Fará sentido?
O MPMH© nasce porque a atual EF se esgotou.
Durante décadas, a Educação Física escolar manteve-se vinculada a um modelo que já não responde aos desafios humanos, sociais e educativos do presente. O desgaste é visível, transversal e estrutural. Não se trata de um problema de professores, de alunos ou de escolas isoladas: observam-se indicadores consistentes de saturação do modelo tradicional, nomeadamente: participação assimétrica … Continuar a ler O MPMH© nasce porque a atual EF se esgotou.
Da Tecnopolia ao MPMH
Tecnopolia O livro de Neil Postman, cujo título correto é Technopoly: The Surrender of Culture to Technology (1992), é uma crítica feroz e profética sobre como a tecnologia deixou de ser uma ferramenta para se tornar um sistema de crenças que domina a cultura moderna. A Evolução: Da Ferramenta ao Monopólio Postman divide a história … Continuar a ler Da Tecnopolia ao MPMH
Transcender Manuel Sérgio
"Que pai, pergunta Agostinho, seria bastante tolo para mandar o filho para a escola com o simples intuito de saber o que pensa o mestre?". "Se o aluno vai para a escola, não é portanto para conhecer as opiniões de tal ou tal professor, mas sim para conhecer a verdade.
Educação para a Paz – 1
Crenças Para que possamos evoluir a Educação Física do Paradigma Cartesiano para o Paradigma Holístico (Sistémico) torna-se importante mudar o nosso sistema de crenças. Não é um processo fácil e pacífico para muitos na medida que fomos condicionados, desde os tempos da escola, à cultura do desporto cuja essência é a competição. Aravés deste processo … Continuar a ler Educação para a Paz – 1
Programas, Matérias e Dilemas Morais na Aula de Educação Física
O conteúdo explora a tensão entre a competição e a cooperação na educação física, enfatizando a necessidade de um novo paradigma centrado em jogos cooperativos para promover habilidades sociais e emocionais, reduzindo comportamentos agressivos e melhorando a moralidade dos alunos.
Porque precisamos de novos programas de educação física
Quando critico a desportivização dos Programas de Educação Física estou a criticar as matérias nucleares e algumas alternativas que sofrem uma influência direta do Desporto Mercantilizado e respetivos valores imorais. Como sei que é difícil ao desporto desvincular-se desta influência devido às forças económicas, políticas e mediáticas, torna-se mais lógico propor um modelo de Programa de Educação Física onde os objetivos e conteúdos sejam definidos pelos alunos nas suas escolhas de formação corporal e respetivos valores. Os Programas de EF Tradicionais não permitem uma verdadeira inovação pedagógica porque são demasiado prescritivos e homogeneizados. Por este motivo defendo que os Programas de EF devem estar alicerçados no Ensino das Estratégias em vez do Ensino das Matérias.
Desafios da Educação Física para o Século XXI
Os critérios utilizados para justificar a escolha das matérias, ou mesmo a justificação da separação entre matérias nucleares e alternativas é questionável. Quando utilizo a palavra questionável, não quero com isto dizer que é falacioso, mas que se trata apenas de uma convenção. Quem redigiu e concebeu os programas tinha em mente uma determinada conceção ou referencial axiológico e obviamente que se socorreu de um conjunto de pressupostos que têm a sua validade relativa. Tudo depende da forma como queremos observar e interpretar a cultura do Corpo e da Formação Corporal. A perspetiva que proponho é tão válida, senão mais válida que a anterior, considerando as competências prioritárias do século XXI, o modelo de aprendizagem dialógico e a organização das escolas em comunidades de aprendizagem. Como referi, o novo PNEF não deve estruturar-se em função de matérias mas sim das estratégias.
Que Valores na Educação Física (dominação vs parceria)
Valores Humanos e Crenças Ler o artigo relacionado: Programas, matérias e dilemas morais na Educação Física. Os valores humanos são valores e princípios baseados nos conceitos morais e éticos que definem a forma de relacionamento entre as pessoas e, por consequência, o relacionamento e o funcionamento de uma sociedade. Desta forma, estes valores podem ser … Continuar a ler Que Valores na Educação Física (dominação vs parceria)
Literacia Emocional na aula de Educação Física
CONSTRUIR O CARÁTER Margarida Gaspar de Matos no seu livro “Comunicação, gestão de Conflitos e saúde na escola” (PDF) refere, quando aborda “as competências de vida e desporto”, que o desporto oferece inúmeras oportunidade para promoção do desenvolvimento psicossocial dos participantes. Este contexto constitui um fórum onde se aprendem princípios de responsabilidade, conformidade, persistência e … Continuar a ler Literacia Emocional na aula de Educação Física
Domínio Sócio-Afetivo
DSA e DIMENSÃO HUMANA Despacho n.º 2351/2007: “O desenvolvimento de uma cultura de sucesso escolar pressupõe o estabelecimento de um sistema de avaliação de desempenho capaz de gerar indicadores que permitam verificar, simultaneamente, a qualidade das aprendizagens, a adequação dos programas e a conformidade das práticas letivas e pedagógicas, evidenciando os aspetos a alterar para … Continuar a ler Domínio Sócio-Afetivo
Brincar, Jogar, Sociabilizar e Aprender em Educação Física
BRINCAR?... Quando eu era criança, estamos a falar na década de 70 e 80 (nasci em 1967), eu e os meus amigos tínhamos duas educações. Por um lado frequentávamos a escola (que não ocupava o tempo dos dias de hoje), e também tínhamos aquilo que Peter Gray designa por educação do caçador-recoletor. Brincava com grupos … Continuar a ler Brincar, Jogar, Sociabilizar e Aprender em Educação Física
Educação Física – Pedagogia da Paz
LUTAR/COMPETIR vs COOPERAR ARTES MARCIAIS Wikipedia: Artes marciais são disciplinas físicas e mentais codificadas em diferentes graus, que tem como objetivo um alto desenvolvimento de seus praticantes para que possam defender-se ou submeter o adversário mediante diversas técnicas. São sistemas para treino de combate, geralmente sem o uso de armas de fogo ou de outros … Continuar a ler Educação Física – Pedagogia da Paz
Educação Física e o Ideal Olímpico
A educação Olímpica nos currículos escolares constitui uma oportunidade para os bons valores morais e éticos? https://youtu.be/caEZsGyYPfY Geoffroy Berthelot et al. Has Athletic Performance Reached its Peak? Sports Med (2015) 45:1263–1271: PDF https://youtu.be/8COaMKbNrX0 https://youtu.be/oK__aaBLM78 Jogos Competitivos: Os programas escolares privilegiam a formação desportiva e têm em grande estima e consideração a Carta Olímpica. Uma vez … Continuar a ler Educação Física e o Ideal Olímpico