Jogo da Paz Mundial
JOGO da PAZ MUNDIA 2: O World Peace Game é uma simulação geopolítica que oferece aos jogadores a oportunidade de explorar a ameaça eminente da guerra sobre a comunidade global através da lente da crise económica, social e ambiental. O objetivo do jogo é livrar cada país de circunstâncias perigosas e alcançar a prosperidade global com o mínimo de intervenção militar. Como “equipes de nação”, os alunos obtêm maior compreensão do impacto crítico da informação e como ela é usada. À medida que as equipes se aventuram mais nesse cenário social interativo repleto de questões filosóficas altamente significativas e pertinentes, as habilidades necessárias para identificar ambiguidades e viés (desinformação) nas informações que recebem serão aprimoradas e, mais especificamente, as crianças perceberão rapidamente que o comportamento reativo não apenas provoca antagonismo, como os deixe sozinhos e isolados diante de inimigos poderosos. As crenças e os valores evoluirão ou serão completamente desvendados à medida que começarem a experimentar o impacto positivo e as janelas de oportunidade que surgem através de uma colaboração eficaz e de uma comunicação refinada. Á medida que se constrói um novo significado a partir do caos através de soluções novas e criativas, os jogadores do World Peace Game aprendem a viver e a trabalhar confortavelmente nas fronteiras do desconhecido.
Princípios Fundamentais:
Enquanto ferramenta educativa, o jogo da paz mundial baseia-se em vários conceitos chave:
- Elementos contraditórios podem e devem coexistir.
- A criação deliberada de um sentido avassalador de complexidade e diversidade de situações em situações de caos.
- Soluções baseadas no trabalho de equipa colaborativo fruto das pressões deliberadamente criadas (isto é, prazos) e um sentido de urgência.
- O encorajamento da resolução de problemas complexos em cenários simultaneamente colaborativos, mas aparentemente competitivos.
- Estimulando o desenvolvimento de empatia e compaixão genuínas, tornando as apostas altas.
- Promover a capacidade de manter múltiplas perspectivas em torno de um problema.
Abrandar o processo de resolução de problemas, permite:
- Estimula e suporta para o pensamento a longo prazo.
- Aumento de possíveis soluções.
- Apreciação da complexidade, em vez de negação ou medo das complexidades da vida.
Promove o pensamento crítico através:
- Permite discernir os aspetos simples e complexos que compõem as situações da vida.
- Aceitação da impermanência como parte normal da existência, promovendo o desapego dos fenómenos.
- Consciencialização das capacidades pessoais na resolução de situações de crise.
- Desenvolvimento da resiliência durante as situações de tensão e discernimento na tomada de decisões.
- Facilitação da consciência autorreflexiva através da autoavaliação.
- Pensamento reflexivo relativamente aos padrões de pensamento manifestados durante as situações de tensão.
- Compreensão e valorização dos aspetos não mensuráveis.
- Extrapolação de ações/reações e possíveis ramificações das decisões em simultâneo.
- Flexibilidade nos pensamento e atitudes.

O jogo da Paz Mundial desenrola-se num espaço de jogo tridimensional composto por 4 camadas de vidro acrílico ou polimetil-metacrilato (PMMA), material termoplástico rígido, transparente e incolor com dimensões de 122 cm (4 pés) de largura por 122 cm de comprimento.
- 1ª camada representa o ambiente subaquático,
- 2ª camada ou estrato representa a terra,
- 3ª camada representa o espaço aéreo acima dos países e a camada superior,
- 4ª camada, representa o espaço.
As figurinhas são intencionalmente dispostas para representar 23 conflitos interligados no plano social, económico e militar. Os alunos “herdam” estes problemas no início do jogo e podem fazer o que entenderem (tomar decisões de forma livre) desde que respeitem 3 condições: têm de pagar pelas decisões, têm de fazer sentido e têm de lidar com as consequências (as quais eles inicialmente não conseguem discernir na medida em que apenas jogam um passo de cada vez). O resultado é uma explosão de experiências, desde negociações pacíficas até ataques surpresa. Os alunos nem sempre fazem o que é “correto”, mas o jogo ensina-as através da experiência como é que os impactos das suas ações afetam os outros. Um exemplo pungente surge quando uma nação opta por iniciar uma batalha e os seus soldados morrem, quando isso acontece os alunos têm de escrever cartas às famílias dos soldados, oferecer as suas condolências e explicar o motivo pelo qual a batalha tinha de acontecer (justificação das ações que conduzem à morte de terceiros da sua responsabilidade). John Hunter explica, a ideia é que as crianças podem e devem falhar. Elas precisam de ser confrontadas com fortes desafios para que estejam envolvidas emocionalmente, lhes cause impacto e o processo de aprendizagem aconteça efetivamente. O jogo possui uma dinâmica imprevisível e aparentemente caótica até que eles gradualmente consciencializem e amadureçam a sua perceção ao longo de um período de 2 meses de jogo.
A partir de certa altura verifica-se uma mudança quando os alunos se apercebem que têm de estar todos do mesmo lado. Constatam que estão envolvidos num conflito unificador e que, em última instância, têm de trabalhar em conjunto.
Não há a necessidade de o professor ensinar explicitamente sobre a necessidade de se trabalhar colaborativamente e compassivamente quando os alunos, experimentam na primeira pessoa que trabalhar uns contra os outros os afasta cada vez mais da solução. No final, todas as 23 questões/desafios (problemas) globais são resolvidos e todas as nações partilham igual riqueza. O jogo ensina os alunos sobre economia e política e reforça a sua literacia e competências no cálculo. Também fortaleceu os laços entre os alunos promovendo relações mais positivas. Através do jogo, os estudantes concentram-se no conceito de paz, não como um sonho inalcançável, mas antes como um objetivo exequível que se pode alcançar. Os alunos terminam este projeto encorajados e empoderados para participar ativamente na nossa comunidade global.
Como adaptar o conteúdo e teorias destes vídeos às aulas de Educação Física, concebendo jogos que envolvam aventura, desafio, ação (movimento), cooperação, resolução de problemas, espírito de equipa e entreajuda na transposição de obstáculo físicos, relacionais, sejam locais, domésticos ou internacionais?
O que é que vale a pena saber:
Suponhamos que todas as sílabas, livros escolares e currículos desapareciam. Suponhamos que todos os testes estandardizados de avaliação se perdiam. Por outras palavras, suponhamos que os materiais mais comuns que impedem a inovação nas escolas, simplesmente não existiam. Suponhamos que nós decidimos transformar esta “catástrofe” numa oportunidade para aumentar a relevância das escolas. O que é que faríamos?
Neil Postman & Charles Weingartner 1969. Teaching as a Subversive Activity.: Suponhamos que decidíamos criar um novo currículo que consiste num conjunto de perguntas as quais devem valer a pena uma procura de respostas, não apenas do nosso ponto de vista como educadores/professores, mas do ponto de vista dos alunos. De forma a nos mantermos próximos da “realidade”, podemos adicionar um requisito o qual determina que, essas perguntas, devem ajudar os alunos a desenvolver e interiorizar conceitos que os irão auxiliar a sobreviver num mundo em rápida mudança tanto no presente como no futuro.
TED Talk – “Teaching the world peace game”: 
- John Hunter: o que é que eu faço?
- Resposta: o que é que queres fazer?
- John Hunter: a resposta chocou-me e criou a matriz para tudo o que eu fiz a partir daí até hoje. Essa resposta limpou o espaço porque não havia diretivas programáticas, nenhum manual para seguir ou padrões normalizados.
Esta afirmação de John Hunter é de extrema importância porque, se queremos de facto inovar, é fundamental que o professor e sobretudo os alunos tenham espaço para divergir dos programas e currículos. As crianças e jovens podem aprender a resolver conflitos e disputas sociais, locais, domésticas e internacionais através do Jogo da Paz Mundial, no entanto, é importante aprenderem a arte de viver em paz consigo próprias. Porém, a arte de viver em paz começa por um contacto consigo próprios, uma viagem interior.
Sociedade Liberta da Competição – Comparação Simplista:
Joel de Rosnay (1975), num excelente livro intitulado “O macroscópio”,
Quando aborda a necessária emergência de novos valores na atual sociedade, tanto na esfera do trabalho (economia) como da educação em geral, refere que a competição profissional foi considerada até hoje como uma motivação saudável rumo ao êxito. O novo pensamento rejeita toda a competição herdade na tradicional luta pela vida. Repudia toda a ideia de comparação simplista baseada na excelência e no mérito, uma vez que tais comparações conduzem geralmente a uma classificação arbitrária entre os indivíduos, a juízos de valor que limitam e empobrecem as relações humanas. A sociedade, libertada da ideia de competição, não surge já como uma selva, mas como uma comunidade de interesses cuja evolução assenta na ajuda mútua, na cooperação, na educação recíproca, no partenariado.