Entre a Descoberta do Outro, a Resistência e os Desafios da Cooperação
O que nos revelam as experiências dos alunos sobre a construção de relações cooperativas na Motricidade Humana
1. Duas Opiniões, Quatro Experiências: Da Descoberta do Outro à Resistência e à Sobrecarga Relacional
Numa conversa informal com alunos que participam no projeto de experimentação pedagógica centrado na Aprendizagem Cooperativa inspirado no Modelo Pedagógico da Motricidade Humana (MPMH©), emergiram perspetivas que exigem uma reflexão profunda. Inicialmente, contávamos com duas posições contrastantes: uma aluna que reconheceu ter descoberto colegas com quem dificilmente teria interagido, e outra que manifestou desagrado pelo facto de os grupos serem constituídos aleatoriamente, sentindo uma limitação na sua liberdade de escolha.
Além destes, vou referir também outros dois episódios que acrescentam uma dimensão crítica e de elevada consistência pedagógica ao nosso debate. Estes acontecimentos afastam-nos de uma visão ingénua ou excessivamente otimista dos grupos heterogéneos: a heterogeneidade pode criar oportunidades reais de encontro, mas também expõe assimetrias de responsabilidade, conflitos interpessoais e tensões emocionais que não se resolvem pela simples alocação espacial dos alunos em equipas.
Quadro Comparativo das Quatro Experiências Observadas
| Situação Observada | Problema Pedagógico em Evidência | Questão para Reflexão |
|---|---|---|
| 1. Aluna que descobre colegas com quem dificilmente interagiria | Alargamento das relações interpessoais e quebra de barreiras sociais. | A organização heterogénea pode criar oportunidades intencionais de encontro! |
| 2. Aluna que rejeita os grupos aleatórios | Resistência à perda de escolha e à interação não preferencial. | Como trabalhar a disponibilidade para cooperar para além das afinidades interpessoais? |
| 3. Aluna praticante de desporto de equipa pondera abandonar a aula perante o desinteresse do colega | Desigualdade no empenho, perceção legítima de injustiça e social loafing. | Como garantir que a responsabilidade individual não fica comprometida pelo comportamento dos outros? |
| 4. Aluna responsável assume o controlo, tenta regular o colega e acaba emocionalmente perturbada | Concentração de responsabilidades, sobrecarga relacional e confusão de papéis. | Como evitar que os alunos mais responsáveis sejam transformados em disciplinadores dos colegas? |
A conclusão pedagógica que se retira deste quadro é inequívoca: a constituição de grupos heterogéneos não coloca apenas os alunos perante a diferença; coloca-os perante a imperiosa necessidade de aprender a gerir essa diferença.
2. Quando a Responsabilidade Individual Esbarra na Falta de Compromisso dos Outros
O episódio da aluna praticante de um desporto coletivo exige uma análise atenta. Trata-se de uma jovem habituada a um contexto desportivo formal onde o treino exige elevada intensidade, disciplina, rigor na execução de tarefas e um forte compromisso com os objetivos coletivos. Ao integrar um grupo heterogéneo na aula de Educação Física, depara-se com um colega que simula a realização dos exercícios ou procura ativamente esquivar-se ao esforço físico. A sua reação culmina numa profunda indignação, ao ponto de ponderar abandonar a aula.
Seria um erro pedagógico reduzir esta reação a uma “‘dificuldade de adaptação ao trabalho em equipa”. Pelo contrário, expressa uma perceção legítima de injustiça: a aluna cumpre escrupulosamente os seus deveres, enquanto observa o colega a desinvestir da tarefa sem qualquer consequência visível. Este cenário remete diretamente para os fundamentos da Teoria da Interdependência Social (Johnson & Johnson, 2009). A interdependência positiva deve coexistir obrigatoriamente com a responsabilidade individual. Cada aluno precisa de saber que a sua contribuição é indispensável e observável, não podendo transferir o seu esforço para as costas dos pares.
Quando a responsabilidade individual falha, emerge na aula o fenómeno de social loafing (preguiça social ou desinvestimento individual em grupo; Slavin, 2014). Mais grave ainda é o efeito secundário no aluno empenhado: ao sentir-se penalizado pelo comportamento alheio, a Aprendizagem Cooperativa produz o oposto do pretendido — gera ressentimento, desmotivação e rejeição do próprio modelo pedagógico. Não é justo nem sustentável exigir ao aluno responsável que compense indefinidamente a ausência de compromisso dos outros.
3. Quando o Aluno Responsável se Transforma no Disciplinador do Grupo
O segundo episódio eleva o grau de complexidade. Uma aluna dotada de elevado sentido de responsabilidade tenta assegurar o cumprimento das regras e orientar o colega descomprometido. Contudo, encontra uma resistência agressiva e persistente: o colega abandona o espaço do grupo, recusa colaborar, conversa fora da tarefa e confronta a aluna. A tensão escala até ao insulto, à raiva e ao choro. No auge do conflito, o colega justifica a sua atitude acusando a aluna de “‘”monopolizar as responsabilidades e querer mandar em tudo”.
Esta acusação merece reflexão. Estamos perante duas perceções simultâneas e simétricas que se retroalimentam:
- Perceção da aluna: Sente que precisa de assumir o controlo total porque o colega abandona as suas obrigações e o trabalho do grupo está em risco.
- Perceção do colega: Sente que a aluna centraliza todas as decisões, agindo de forma autoritária e retirando-lhe espaço de participação legítima.
O Ciclo de Deterioração da Cooperação
Ciclo de Retroalimentação e Deterioração Relacional:
- Descompromisso de um elemento: Não cumpre tarefas, afasta-se ou perturba o funcionamento do grupo.
- Concentração de responsabilidades: O aluno responsável procura compensar a ausência e assume um controlo excessivo.
- Resistência e conflito: O colega sente-se dominado ou confrontado, reagindo com agressividade ou maior isolamento.
- Sobrecarga emocional: O aluno responsável acumula frustração, sofre desgaste relacional e perde a capacidade de autorregulação.
Deste ciclo resulta um princípio pedagógico fundamental: A responsabilidade de um aluno não lhe confere autoridade disciplinar sobre os seus pares. O aluno pode e deve exercer papéis de suporte, organização ou encorajamento. Contudo, regular comportamentos disruptivos, exigir disciplina ou sancionar incumprimentos é uma competência exclusiva do professor. Colocar os alunos na posição de “polícias dos colegas” desvirtua a cooperação e destrói o clima afetivo do grupo.
Articulação dos Papéis e a Regulação Disciplinar Docente
No âmbito da Intervenção Pedagógica Experimental, os papéis cooperativos distribuídos pelos elementos do grupo não são estruturas hierárquicas de comando, mas sim funções de contribuição funcional e afetiva:
- Capitão de Espírito (Elemento Água) e Gestor do Silêncio: Cuida do acolhimento, do clima afetivo e da coesão do grupo; não é um chefe disciplinar.
- Porta-Voz / Gestor do Tempo (Elemento Ar): Gere a comunicação externa com o docente e a cronometria das tarefas; não impõe ritmos de forma punitiva.
- Gestor da Qualidade e Organizador(Elemento Terra): Zela pelo rigor técnico e critérios de execução motora; não aplica sanções por erro ou insucesso.
- Gestor da Motivação / Empenho (Elemento Fogo): Incentiva a energia e o empenho coletivo; não vigia coercivamente o comportamento dos pares.

4. Um Risco Pedagogicamente Crítico: Premiar a Responsabilidade com Mais Trabalho
Existe uma armadilha frequente na prática letiva: os alunos mais maduros, organizados e cumpridores acabam por carregar uma parcela desproporcionada do esforço do grupo. Paradoxalmente, aqueles que revelam as melhores condições para cooperar são precisamente os que mais sofrem com a falta de maturidade relacional dos colegas.
Se o professor elogia sistematicamente estes alunos pelo seu desempenho, mas permanece omisso perante a subsidiaridade ou recusa dos restantes elementos, transmite uma mensagem contraditória e perversa: quanto mais responsável fores, maior será a carga de trabalho e o desgaste que terás de suportar. A rotação periódica de papéis, a clarificação de funções e a avaliação individualizada são instrumentos indispensáveis para evitar a cristalização de posições onde “uns mandam, outros cumprem, alguns desinvestem e outros desistem”.
5. A Heterogeneidade Não Pode Ser a Transferência do Problema para o Grupo
A Aprendizagem Cooperativa não é um dispositivo pedagógico para desresponsabilizar o docente das suas funções de gestão da aula. Quando um aluno recusa participar ou perturba persistentemente a dinâmica coletiva, não basta apelar aos colegas para que “sejam mais pacientes ou compreensivos”. É exigida uma intervenção pedagógica direta e intencional.
Linhas de Intervenção Pedagógica Docente:
- Clarificação de compromissos: Revisitar prontamente o contrato de grupo e os deveres individuais.
- Diagnóstico da não-participação: Identificar se a recusa resulta de desinteresse, insegurança motora, dificuldade cognitiva ou conflito interpessoal prévio.
- Reestruturação da tarefa: Desenhar momentos em que a contribuição individual é estritamente necessária e publicamente observável (interdependência de recursos/recompensas).
- Proteção de papéis: Garantir que nenhum aluno assume a função de autoridade disciplinar sobre os pares.
- Mediação direta: Intervir sem demora perante comportamentos de desrespeito, hostilidade ou intimidação.
- Debriefing relacional: Promover momentos de reflexão reflexiva (processing) sobre a dinâmica do grupo, sem expor ou humilhar publicamente qualquer participante.
6. Reflexão

“Não podemos exigir que os alunos aprendam a cooperar e, simultaneamente, deixar que os alunos mais responsáveis suportem o peso da falta de cooperação dos restantes.”
A Aprendizagem Cooperativa não consiste em juntar alunos com características diferentes no mesmo espaço e esperar passivamente que aprendam a trabalhar em harmonia. Consiste em criar condições pedagógicas rigorosas para que cada participante reconheça os seus deveres, respeite a contribuição dos outros e compreenda que o sucesso coletivo depende do esforço de todos. Quando essa participação falha, o professor não pode permanecer à margem.
O professor não pode limitar-se a organizar grupos heterogéneos e distribuir papéis; tem de estar preparado para ensinar, acompanhar e mediar os processos relacionais que emergem dessa organização.
Os quatro episódios descritos no documento mostram precisamente que a heterogeneidade não produz, por si só, inclusão, cooperação ou desenvolvimento sociorelacional. Cria condições para que esses processos aconteçam, mas também torna visíveis tensões que exigem uma intervenção docente intencional. O Professor terá que exercer uma autoridade pedagógica que promove progressivamente a autonomia relacional dos alunos.
Que competências deve o Professor de EF desenvolver?
É necessária uma formação integrada, que articule conhecimentos pedagógicos, psicológicos, relacionais e didáticos.
| Dimensão | Competência Profisisonal | Manifestação Prática |
|---|---|---|
| Diagnóstica | Ler e interpretar as dinâmicas relacionais | Identificar isolamento, rejeição, alianças, conflitos, desequilíbrios de participação e lideranças informais. |
| Emocional | Reconhecer e regular processos emocionais | Ajudar os alunos a identificar emoções, gerir frustrações e desenvolver empatia. |
| Comunicacional | Escutar, questionar e comunicar assertivamente | Dar voz aos diferentes intervenientes, reformular acusações e promover uma comunicação respeitosa. |
| Mediadora | Prevenir e gerir conflitos | Interromper comportamentos inadequados, compreender os interesses em confronto e construir compromissos. |
| Didático-organizacional | Estruturar situações de cooperação | Conceber tarefas, papéis e mecanismos de responsabilização que assegurem a participação efetiva de todos. |
| Reflexiva e avaliativa | Monitorizar e reajustar a intervenção | Avaliar o funcionamento dos grupos, recolher evidências e alterar estratégias quando necessário. |
Estas dimensões não são independentes. Por exemplo, um professor pode possuir boas competências de organização didática, mas, se não conseguir interpretar a tensão emocional que se instala entre dois alunos, poderá insistir numa estrutura de grupo que está a produzir efeitos contrários aos pretendidos. O professor precisa, portanto, de saber observar, interpretar, decidir, intervir e avaliar.
Que Abordagem Pedagógica deve adotar?
Defenderia uma abordagem de facilitadoria pedagógica e mediação relacional, sustentada numa autoridade docente presente, intencional e progressivamente orientada para a autonomia dos alunos. O professor não deve esperar que o conflito se agrave para intervir, mas também não deve procurar eliminar todas as divergências. O conflito pode constituir uma oportunidade de aprendizagem, desde que seja pedagogicamente acompanhado e não comprometa a dignidade, a segurança ou a participação dos alunos.
CICLO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA:
- Observar e Diagnosticar: O professor acompanha o funcionamento dos grupos, identifica padrões de participação, escuta as perceções dos alunos e procura compreender o que está na origem das dificuldades.
- Antecipar e estruturar: Define objetivos, tarefas, responsabilidades e regras de interação. Assegura que os papéis são claros, rotativos e não hierárquicos.
- Intervir e mediar: Interrompe comportamentos desadequados, escuta os intervenientes, clarifica responsabilidades e ajuda a construir soluções. Não permite que os alunos assumam funções disciplinares sobre os pares.
- Refletir e Regular: Promove momentos de processamento grupal (group processing), nos quais os alunos analisam o que funcionou, o que dificultou a cooperação e o que devem alterar.
- Avaliar e reajustar: Verifica se houve melhoria na participação, na qualidade das interações e na capacidade de autorregulação. Se necessário, modifica a tarefa, os papéis, a composição do grupo ou o nível de acompanhamento.
Uma competência particularmente importante: saber distinguir situações aparentemente semelhantes:
Um dos maiores desafios profissionais consiste em não interpretar todos os comportamentos de não participação ou de resistência da mesma maneira. Vamos considerar 3 situações:
| Comportamento observado | Possível Origem | Resposta Pedagógica |
|---|---|---|
| O aluno não realiza os exercícios e evita contribuir. | Desinteresse, baixa motivação, insegurança motora ou dificuldade na tarefa. | Diagnosticar a causa, clarificar o compromisso e ajustar a tarefa, mantendo a responsabilidade individual. |
| O aluno tenta controlar os colegas e reage emocionalmente quando estes não cumprem. | Sobrecarga de responsabilidade, necessidade de controlo ou perceção de injustiça. | Redistribuir responsabilidades, clarificar os limites dos papéis e proteger o aluno da sobrecarga. |
| O aluno rejeita trabalhar com determinados colegas. | Afinidades, insegurança, experiências anteriores ou receio de exclusão. | Compreender a resistência, promover interações progressivas e criar condições de segurança relacional. |
O professor não deve confundir o comportamento visível com a sua causa. Uma mesma manifestação pode ter origens diferentes e exigir respostas pedagógicas distintas. É precisamente aqui que se revela a importância da competência diagnóstica e da capacidade de interpretar o contexto.
A especificidade do professor de Educação Física.
Há ainda uma particularidade que importa sublinhar: a Educação Física é um espaço de exposição corporal, desempenho motor, comparação social e interação permanente. O aluno não participa apenas através da palavra. Participa através do corpo, do movimento, do contacto, da execução, da capacidade física e da relação com o desempenho dos outros. Consequentemente, o professor deve possuir sensibilidade para reconhecer situações como:
- O receio de executar uma tarefa perante colegas com maior competência motora.
- A vergonha associada à exposição corporal ou ao insucesso.
- A comparação entre desempenhos e a construção de hierarquias informais.
- A exclusão de alunos considerados menos habilidosos.
- A apropriação dos equipamentos e das tarefas por alunos mais competentes ou dominantes.
- A dificuldade em aceitar ritmos de aprendizagem diferentes.
- A utilização do humor, da crítica ou da desvalorização como mecanismos de exclusão.
Isto exige uma didática que não se limite a adaptar as tarefas às diferenças de capacidade motora. Exige também que o professor organize intencionalmente as relações que se estabelecem em torno dessas tarefas.
A competência motora não pode constituir um critério implícito de valorização pessoal ou de legitimidade para participar no grupo.
Que formação contínua seria pertinente?
Consideraria útil que a formação de professores de Educação Física integrasse um percurso específico de desenvolvimento profissional, com uma forte componente prática e reflexiva.
PROPOSTA DE FORMAÇÃO:
Dinâmicas Relacionais, Aprendizagem Cooperativa e Mediação de Conflitos na Educação Física
Possível estrutura modular, adaptável a uma ação de formação de 25 a 30 horas.
| Módulo | Conteúdos Centrais |
|---|---|
| Dinâmicas de grupo | Sociometria, pertença, inclusão, liderança e exclusão. |
| Competências socioemocionais | Consciência emocional, empatia e autorregulação. |
| Aprendizagem Cooperativa | Interdependência positiva, responsabilidade individual, papéis e processamento grupal. |
| Mediação de conflitos | Escuta ativa, comunicação não violenta, negociação e práticas restaurativas. |
| Observação e avaliação | Instrumentos de diagnóstico, registo de episódios e avaliação das competências sociais. |
| Laboratório de prática pedagógica | Análise de casos reais, simulação de conflitos, intervenção e reflexão sobre a prática. |
A formação deveria privilegiar a análise de situações reais de aula, a observação entre pares e a experimentação de estratégias. Uma formação exclusivamente teórica dificilmente prepara o professor para decidir, em poucos segundos, como intervir perante um conflito que está a decorrer no espaço de aula.
Considero que esta reflexão permite acrescentar uma dimensão importante à identidade profissional do professor de Educação Física. Tradicionalmente, a competência de gestão da aula é frequentemente associada à capacidade de organizar espaços, distribuir materiais, controlar tempos, garantir a segurança e assegurar o cumprimento das tarefas. Tudo isto continua a ser indispensável. Mas, numa pedagogia que coloca a cooperação, a inclusão e o desenvolvimento sociorelacional no centro do processo educativo, esta competência revela-se insuficiente. O professor tem também de ser capaz de compreender e intervir sobre a qualidade das relações humanas que a própria organização pedagógica suscita (Competência de Mediação e Regulação Práxica das Dinâmicas Relacionais).
Esta designação procura traduzir uma ideia: o professor não se limita a gerir comportamentos exteriores; acompanha sujeitos que pensam, sentem, decidem e agem, individualmente e em relação com os outros. A sua intervenção deve permitir que os alunos passem progressivamente:
- Da dependência da regulação externa à autorregulação.
- Da imposição de vontades à negociação de decisões.
- Da tolerância passiva à aceitação ativa da diferença.
- Da participação individual à responsabilidade partilhada.
- Da resolução imposta pelo professor à capacidade progressiva de gerir construtivamente os conflitos.
Mas há uma ressalva essencial: promover a autonomia dos alunos não significa abdicar da autoridade pedagógica do professor. Significa utilizar essa autoridade para criar condições de segurança, justiça, participação e desenvolvimento, reduzindo progressivamente a necessidade de intervenção externa à medida que os alunos desenvolvem competências de autorregulação.
O professor precisa de aprender a mediar aquilo que pede aos alunos que aprendam!…
Referências Bibliográficas
- Casey, A., & Goodyear, V. A. (2015). Can cooperative learning achieve the four learning outcomes of physical education? A review of literature. Quest, 67(1), 56–72.
- Casey, A., & Quennerstedt, M. (2020). Cooperative learning in physical education encountering Dewey’s educational theory. Physical Education and Sport Pedagogy, 26(4), 1–14.
- Dyson, B. (2001). Cooperative learning in an elementary physical education program. Journal of Teaching in Physical Education, 20(3), 264–281.
- Dyson, B., & Casey, A. (Eds.). (2012). Cooperative learning in physical education: A research-based approach. Routledge.
- Dyson, B., & Casey, A. (2016). Cooperative learning in physical education and physical activity: A practical introduction. Routledge.
- Gillies, R. M. (2016). Cooperative learning: Review of research and practice. Australian Journal of Teacher Education, 41(3).
- Johnson, D. W., & Johnson, R. T. (2009). An educational psychology success story: Social interdependence theory and cooperative learning. Educational Researcher, 38(5), 365–379.
- Slavin, R. E. (2014). Cooperative learning and academic achievement: Why does groupwork work? Anales de Psicología, 30(3), 785–791.