Da instrução do corpo à construção do Ser-Práxico Durante décadas, a Educação Física foi frequentemente legitimada através de argumentos biomédicos, militares ou desportivos. A disciplina justificava-se pela melhoria da aptidão física, pela prevenção da doença, pela disciplina corporal ou pela aprendizagem técnica de modalidades desportivas. O movimento era entendido como execução; o corpo, como instrumento; … Continuar a ler Educação com Sentido e o Sentido da Educação Física
Mês: Maio 2026
A Pedagogia Coyote e a Motricidade Humana
Este artigo propõe a transição do currículo de conteúdos para o currículo de sentido na Educação Física, fundamentado na Ciência da Motricidade Humana. Articula-se o Modelo Pedagógico da Motricidade Humana (MPMH©) com a "pedagogia invisível" (Coyote Mentoring) e as evidências científicas das Infraestruturas Verdes (IV). A operacionalização desta simbiose faz-se através dos quadrantes superiores — Recreativo e Funcional — do GPS Práxico, demonstrando como o meio natural atua como superestrutura reguladora da agência pessoal
O Limite de David Kirk e o Corte Epistemológico do MPMH©
David Kirk diagnostica a falência do modelo tecnicista tradicional e propõe uma reforma didática baseada em Modelos Pedagógicos (como o Sport Education) para salvar a disciplina da extinção; contudo, ao manter o desporto como o centro do currículo, a sua resposta é meramente cosmética, falhando o corte epistemológico e o salto paradigmático que só a Ciência da Motricidade Humana realiza.
O Que Ensinamos Quando Ensinamos Movimento?
Pode colocar a frase "O maior fracasso da Educação Física não é a falta de rendimento. É a perda de relação humana com o movimento" em formato de destaque visual a meio do texto para quebrar a leitura e gerar impacto visual.
Do Currículo de Conteúdos ao Currículo de Sentido: A Revolução da Agência Pessoal
A Educação Física em Portugal encontra-se perante um importante desafio curricular: continuar centrada predominantemente na transmissão de modalidades desportivas ou evoluir para uma abordagem mais orientada para o desenvolvimento humano, a autonomia e a construção de sentido. Durante décadas, as Aprendizagens Essenciais organizaram-se sobretudo em torno de conteúdos desportivos específicos. Futebol, basquetebol, atletismo ou ginástica … Continuar a ler Do Currículo de Conteúdos ao Currículo de Sentido: A Revolução da Agência Pessoal
Literacia Desportiva: o que Escolhemos Não Ver?
A Literacia Desportiva foca-se na compreensão profunda da cultura do desporto (regras, rituais, funções e tática). Se, por um lado, ela empodera o aluno através da autonomia e da responsabilidade (papéis de árbitro, jogador, capitão), por outro, pode consolidar estruturas que a teoria moral de Hahn, Orlick e Deutsch nos convida a questionar. A análise … Continuar a ler Literacia Desportiva: o que Escolhemos Não Ver?
Hegemonia Curricular do Desporto nas Aprendizagens Essenciais. Fará sentido?
Uma reflexão sobre jogos finitos, competição e desenvolvimento humano 1. Introdução A Educação Física escolar continua, em larga medida, organizada em torno de um conjunto de desportos considerados “essenciais”. Esta opção curricular raramente é questionada, sendo frequentemente justificada pela tradição, pela cultura desportiva ou pelo seu valor formativo. Contudo, duas questões fundamentais devem ser colocadas: … Continuar a ler Hegemonia Curricular do Desporto nas Aprendizagens Essenciais. Fará sentido?
Revisão das Aprendizagens Essenciais: entre a consolidação do sistema e a reconfiguração paradigmática
1. Introdução A revisão das Aprendizagens Essenciais (AE) de Educação Física, colocada em consulta pública em 2026, representa um momento particularmente relevante para a redefinição do papel da disciplina no sistema educativo português. A posição conjunta da Sociedade Portuguesa de Educação Física (SPEF) e do Conselho Nacional de Associações de Profissionais de Educação Física e … Continuar a ler Revisão das Aprendizagens Essenciais: entre a consolidação do sistema e a reconfiguração paradigmática