INOVAÇÃO PEDAGÓGICA

Enquadramento Legal

O presente projeto enquadra-se no âmbito do Regime de Autonomia e Flexibilidade Curricular (Decreto-Lei n.º 55/2018), a proposta visa a implementação de um Plano de InovaçãoModelo Pedagógico da Motricidade Humana© que se fundamenta na Ciência da Motricidade Humana (Cinantropologia).

  • Artigo 12.º – Autonomia e flexibilidade curricular
  • Artigo 8.º – Gestão integrada do currículo
  • Artigo 19.º – Inovação pedagógica e metodológica

Nesta incerteza quanto ao futuro, onde se vislumbra uma miríade de novas oportunidades para o desenvolvimento humano, é necessário desenvolver nos alunos competências que lhes permitam questionar os saberes estabelecidos, integrar conhecimentos emergentes, comunicar eficientemente e resolver problemas complexos.

DL 55/2018


A quem se submete a proposta?

Passo 1 – Diretor:

  • A proposta é apresentada à Direção do Agrupamento.

Passo 2 – Conselho Pedagógico (órgão decisor):

  • Órgão legalmente competente para aprovar projetos de inovação pedagógica, autorizar adaptações curriculares e enquadrar práticas no âmbito da autonomia.
  • O CP delibera sobre a pertinência pedagógica, enquadramento legal e coerência com o Projeto Educativo.

Passo 3 – Integração documental (Formalização)

  • Após aprovação, o Projeto é registado em ata, podendo eventualmente ser anexado ao Plano Anual de Atividades, Integrado no Plano de Inovação Curricular, referido no Relatório de Auto-avaliação.

Matriz Curricular-Base:

O projeto respeita integralmente a matriz curricular-base, incidindo apenas sobre opções metodológicas no exercício da autonomia pedagógica da escola.

NívelO que éQuem decideMPMH©
Matriz Curricular-BaseEstrutura legal do currículoEstadoNão
Gestão CurricularArticulação, integração, metodologiasEscolaSim
Prática PedagógicaO que acontece na aulaProfessorSim

O Projeto de Inovação Pedagógica MPMH© situa-se 100% nos níveis 2 e 3. O projeto não altera a matriz curricular-base nem a carga horária da disciplina de Educação Física, enquadrando-se exclusivamente no exercício da autonomia pedagógica prevista no DL n.º 55/2018. A matriz curricular-base define a existência e o tempo da disciplina, não as metodologias pedagógicas, as quais são da competência da escola e dos docentes.

DIMENSÃOMATRIZ CURRICULAR-BASE (DL 55/2018)PROJETO MPMH©CONFORMIDADE LEGAL
Componente CurricularEducação Física como disciplina obrigatória no 3.º cicloMantém a disciplina de Educação FísicaTotal
Carga HoráriaTempo mínimo anual definido nos anexos do DL 55/2018Mantém integralmente a carga horária regulamentarTotal
Anos / CicloOrganização por anos (Ex. 7.º, 8.º, 9.º)Abrange todas as turmas do 3.º cicloTotal
Aprendizagens EssenciaisReferencial nacional obrigatórioUtilizadas como referencial de enquadramentoTotal
Perfil dos Alunos (PASEO)Referencial transversal de competênciasExplicitamente operacionalizado nas práticasReforçada
Modelo PedagógicoNão definido pela matrizModelo pedagógico próprio (MPMH©)Competência da Escola
Metodologias de EnsinoNão prescritasMetodologias diferenciadas e trabalho por projetosAutonomia Pedagógica
Organização da AulaNão prescritaOrganização flexível da praxis motoraAutonomia Pedagógica
Gestão do EspaçoNão regulada pela matrizGestão integrada do espaço por cicloAutonomia Organizacional
Avaliação das AprendizagensAvaliação contínua e criterialAvaliação formativa alinhada com critérios da escolaTotal
Escalas de ClassificaçãoDefinidas pelos normativos internosMantidas sem alteraçãoTotal
Regime JurídicoCurrículo nacionalProjeto de inovação pedagógicaEnquadrado no DL 55/2018
Caráter do DispositivoPermanenteExperimental, avaliado e reversívelSalvaguarda Institucional

Trata-se de uma experiência pedagógica controlada, de pequena escala, juridicamente enquadrada, orientada para a melhoria das práticas de Educação Física, sem impacto negativo na organização escolar nem nos normativos em vigor.


Artigos:


Modelo Pedagógico da Motricidade Humana©

Quadro epistemológico, curricular e avaliativo para a Educação Física.

Fundamentado na Ciência da Motricidade Humana (Cinantropologia)

© 2026 João Manuel Ferreira Jorge

Todos os Direitos Reservados


Artigos