Apontamento Pessoal sobre o 12º CNEF

Realizou-se no passado dia 29 e 30 de outubro a 12ª edição do CNEF da responsabilidade da SPEF e CNAPEF. Como era expetável, este encontro circunscreveu-se dentro da habitual linha de pensamento que todos conhecem. É de enaltecer a qualidade do investimento na organização deste evento, porém ficou por explorar novas questões à luz das novas correntes pedagógicas de transformação do pensamento educativo. Apesar disso, várias foram as comunicações livres e workshops que mostraram uma preocupação e investimento, de vários Professores de EF, que procuram valorizar a praxis pedagógica através de reflexões extremamente interessantes e de propostas que nos permitem soluções criativas para as nossas aulas.

Programas, Matérias e Dilemas Morais na Aula de Educação Física

O conteúdo explora a tensão entre a competição e a cooperação na educação física, enfatizando a necessidade de um novo paradigma centrado em jogos cooperativos para promover habilidades sociais e emocionais, reduzindo comportamentos agressivos e melhorando a moralidade dos alunos.

Desafios da Educação Física para o Século XXI

Os critérios utilizados para justificar a escolha das matérias, ou mesmo a justificação da separação entre matérias nucleares e alternativas é questionável.  Quando utilizo a palavra questionável, não quero com isto dizer que é falacioso, mas que se trata apenas de uma convenção. Quem redigiu e concebeu os programas tinha em mente uma determinada conceção ou referencial axiológico e obviamente que se socorreu de um conjunto de pressupostos que têm a sua validade relativa. Tudo depende da forma como queremos observar e interpretar a cultura do Corpo e da Formação Corporal. A perspetiva que proponho é tão válida, senão mais válida que a anterior, considerando as competências prioritárias do século XXI, o modelo de aprendizagem dialógico e a organização das escolas em comunidades de aprendizagem. Como referi, o novo PNEF não deve estruturar-se em função de matérias mas sim das estratégias.

Avaliar em Educação Física

Medir requer a existência de unidades padrão para cada uma das grandezas e comparar os resultados obtidos para proceder a operações com eles (ex: distância do salto em comprimento em metros). A Educação Física precisa repensar esta obsessão coma avaliação que asfixiou parte da sua riqueza, procurando nas métricas e nos currículos fechados e normalizados (matérias nucleares), formas de quantificar o comportamento dos alunos e o seu valor académico através de uma “classificação”. A adoção do modelo Comportamentalista (behaviourismo) pela Educação Física representa o ponto mais alto, mais marcante da abordagem mecanicista do ser humano.

Novo Paradigma da Educação Física

Considerações Iniciais O velho paradigma da Educação Física fundamenta-se nos seguintes pressupostos: Paradigma Cartesiano. Comportamentalismo: Instrução Direta. Métodos Passivos. Privilegia as capacidades fundamentais do século XX: memorização, repetição, automatização de gestos (padrões motores), passividade, reprodução e imitação. Heteronomia. Avaliação Normalizada/uniformizada. Matérias Nucleares que se repetem ao longo dos anos. Vinculação total e instrumental dos objetivos … Continuar a ler Novo Paradigma da Educação Física

Educação Física de Qualidade

A participação no projeto EFQ (Educação Física de Qualidade), como parte de um currículo (Quadro de Estudos), pode facilitar o desenvolvimento de cidadãos responsáveis e ativos, das competências do século XXI e de uma boa literacia motora. O que é a Educação Física de Qualidade?